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quinta-feira, 5 de julho de 2018

Anjo Ca-ido

Estar à beira do caos é sentir, ainda que sem deixar que transpareça aos demais, a sensação dúbia de plenitude e perda. Plenitude porque todo caos é também cais. É chegada a ponto final, no qual, sabe-se, tem-se a nítida sensação de cumprimento. É o fim da linha, o último passo dado. Como se dissesse: "cheguei, daqui não passarei; cumpri, nada mais tenho a fazer!"
Estar à beira do caos, que também é cais, é a Plenitude do dever cumprido. Olha-se para trás, enxerga-se todo o caminho trilhado, tudo o que foi feito, e também o que não foi; tudo o que foi sentido, e também o que não se permitiu sentir; tudo o que foi vivenciado, mas também tudo o que, por sabe-se lá qual razão, não se viveu. Essa Plenitude faz com que a linha final - limite máximo, fronteira absoluta - pareça tão atraente, tão rica em detalhes, tão amistosa... que não se olha para frente. Quando se está nesse ponto, não há por que olhar para baixo e ver o tamanho da queda. Plena... para... e só sente.
Estar à beira do caos é sentir-se, paradoxalmente, em perda total. Tal qual veículo em queda livre, corpo em gravidade, na descida infinita e iminente... inevitável. Essa Perda é de sentidos, porque já não se sabe mais o que se pensa, já não há razões nem raciocínios que justifiquem, já não se sabe, não se tem, não se é, nem se há. Sobra, simplesmente, o nada... É a Perda de oportunidades, uma vez que o que foi, simplesmente, foi; não há mais como lutar contra isso. Se vivido, se não, tanto faz.  Se amado, se não, menos ainda.
Estar à beira desse caos - cais-abismo - é estar em Perda de todos, Perda de Si, ao ponto do não reconhecimento. Quem é se nada nem ninguém é algo ou alguém além do limite desta linha? O Nada. O Nada toma forma física, materializa-se. E, se se materializa, então.. há? 
A dúvida...
Estar à beira do caos é estar em plena convicção do Nada, em plena certeza do Sim e do Não, concomitantemente. Tudo se relativiza. Jogam-se fora todas as convicções para que elas próprias voltem e venham e nos forcem a refletir sobre... não sei.
À beira desse abismo do fim da linha, à iminência dessa finitude relativizada, ao instante de parada contínua, manifestação estagnada... encontro-me. Sou e Não. Estou e Menos. Vou Ficando. Parto que não Gero.
Sou Eu que (Me) Perco. Você Segue. 
 
05-07-2018, Juliana Barreto - Pirapora-MG.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Repostando “M”

 M

Fico on Line pra ver Emi passar 
Some tão rápido 
Parece mesmo fugir 
De meus embaraços 
E eu na teia tentando atear mais fogo
Mas Emi some
O carinho que dá é tão pouco

Olho a foto enquanto meus olhos brilham 
Emi me tocou sem me abraçar 
A lembrança ainda é fria 
Da solidão daqueles lábios 
Da preguiça de corresponder 
O beijar 
Emi me tocou sem nem me olhar 

Cabisbaixo
Essa mania tola de sofrer sozinho
A dor de ainda amar 
Aquela que não quer mais 
Que já está em outros caminhos 
Emi me tocou sem pensar 
E apesar de todos os esforços 
O beijo aumentativo 
Degustativo Infinito 
Da arte de amar
Emi me tocou com pesar 

Fico on Line pra ver Emi passar 
E passo o tempo no espaço 
Da espera do amar 
Sem volta com ressalvas e sem propostas
De retorno àquela noite fatídica 
Da junção de três em dois
Secção incisiva 
Da amizade nunca existida 
Da probabilidade de qualquer coisa 
Perdida

O rosto está lá 
Eu que não pararei de olhar
Até Emi não mais me tocar 
#libriando #poesiasbyjub #poesia #bookaholic 



Haicai

Haicai 

Diante de seus olhos Portas se abrem 
Aos comandos de seus lábios Joelhos se dobram 
A visão do paraíso no seu umbigo. 


Juliana A Barreto. 

Perfeição

Perfeição

Tua perfeição é tanta, Criatura 
Alguém já te disse isso?
Que tua beleza é de doer os olhos
Obnubila toda a realidade em que eu acredito. 

Tua felicidade é tudo o que eu preciso
Alguém já te disse isso? 
Ver-te não é o suficiente 
É em tua pele que eu habito. 

Tua beleza me dói e me rasga 
A alma 
Por ti eu viria e viria de novo infinitas vezes o infinito. 
Para ter teus olhos e tocar teu sorriso
Eu viria e viria de novo
Quantas e quantas vezes isso fosse preciso. 

Tua perfeição me é cara, minha alma
Alguém já te disse isso?
É a tua presença que à minha existência dá sentido. 

Se ninguém te disse, 
sou eu quem te diz isso. 


Autora: Juliana A Barreto,

01/04/2018. 

Procura Funda

Procura funda 
Procura finda
Satisfação única 
Paixão infinita 

Neste amor quântico que faço 
Com minhas pernas e braços 
Dois corações que batem
No mesmo compasso 


Juliana Barreto 

Cartas à mesa

Cartas à mesa
Pairo um filho das dores que vejo em seu olhar ou
No tom da sua voz 

Arrancaria do seu peito essa dor 
Se pudesse 
Se isso o fizesse 
Olhar para quem eu sou 

Dispa-se das suas armas 
Eis aqui as minhas de que me dispo
Despidos de rótulos ou títulos
Fatalmente nos despediríamos?

Enquanto você se despe de suas vestes 
Eu me entrego e lhe mostro 
A nudeza da alma de que me visto 

É seu meu coração 
Se não fosse, eu viveria 
Mas morro, aqui, 
Por razões que não mais existem, 
Pouco a pouco por dia. 

Juliana Barreto (abril/2018)


terça-feira, 27 de março de 2018

Criador

Criador 

Seu nome é uma prece 
De tanta importância 
que devo pronunciar devagar 
Letra por letra 
Como as contas de um Rosário 

Você é um Deus.
Diante de sua ordem, caio
A mulher para bem amá-lo 
Deve idolatrá-lo
Divinizá-lo
Aclamá-lo 
Santificá-lo nesse altar em que você insiste estar 

Tal qual Deus no céu você na terra, 
Esperando que suas bençãos recaiam sobre nós, mortais, 
Aguardo ansiosa e ternamente por suas palavras proferidas gota a gota à minha frente 

Segui-lo-ei como uma religião. 

Seu corpo é templo
No qual oro de joelhos 
Clamando alto pela minha perdição. 



Juliana Antunes
24/3/18

sexta-feira, 2 de março de 2018

Uma carta de amor

*postagem de 3 de março de 2014:


Uma carta de amor

Uma carta de amor

Querida Alma Gêmea,

Sim, as ficções me inspiraram. Há tempos que procuro entender o que se passa comigo, esta solidão e sentimento de angústia que não acabam... E, acima de todas as coisas palpáveis, está essa sensação tão intensa de que você existe. E é por isso que me refiro a você quase como um conhecido nesta vida. Não o vejo. Mas sei que já estive em seus braços tantas vezes quanto me foi permitido. Não o sinto, porém é evidente que bastaria um dedo de Deus para que nossos caminhos se cruzassem para sempre. Eu acredito em você. Tanto quanto acredito em Deus ou em mim. Ou no Sol.
São lágrimas que caem a cada momento que me vejo correndo, gritando pelo seu nome, implorando que não me afastassem de você, tentando permanecer ao seu lado. Eu, com um vestido vermelho, os cabelos longos, pretos, tão diferente de como estou nesta vida. Você, eu não sei. Quase não vi o seu rosto em nenhum dos milhares de sonhos que já tive com você. Quase não sorrio desde então. Meu sorriso é hoje como o Sol em dia de chuva, apagado, quase inútil, sem cor. Não vivo.
Desde que comecei a ter lembranças de outras vidas ao seu lado, entendi por qual motivo, desde a minha infância, eu espero por alguém. Alguém que já teve em minha imaginação tantos nomes, tantas feições! E nenhuma encontrei frente a frente. Espero por você desde que nasci. Esta é a minha missão. Encontrá-lo. E foi vendo um ou dois filmes, lendo um ou outro livro, imaginando como seria bom revê-lo, que comecei a chorar e a pensar... vou escrever, mesmo que isso nunca chegue até você.
Esta não é uma carta de amor, contradizendo o título acima. É um desabafo. Feito em lágrimas, triste, melancólico, solitário. Como eu. Como eu estou sem você. O meu peito sangra e a dor é terrível a cada momento que penso como seria se estivéssemos juntos. Parece mesmo que o conheço. É quase físico o amor que sinto por você. Quase palpável. Eu quase toco a vontade de me reencontrar com você. Intenso.
Não há maior milagre do que aquele que o trará para perto de mim novamente. Não há felicidade maior que a que terei quando puder olhar em seus olhos, sejam eles tão azuis quanto vi, sejam de qualquer outra cor. Seja a sua pele tão pálida quanto me pareceu em minhas visões, seja de qualquer outra cor. É a sua pele que me importa. O toque. É dela que viverei o restante de vida que Deus me permitir após reencontrar você.
Tento terminar esta carta. Sem endereço. Sem destinatário. E com um remetente ocultamente declarado. Jamais poderei entregá-la em suas mãos se Deus não o apresentar para mim. Se não o trouxer para mim. Se não me levar até você. Jamais saberei se chorou ou se alegrou por receber notícias minhas. Jamais.
E, contudo, lanço esta carta nas águas revoltas do mar das redes sociais, à espera de... não sei.
Se um dia você a ler, você entenderá que falo a seu respeito. Você saberá o que fazer.
Meu tudo, meu amor, minha alma gêmea... são poucas palavras, mas tanto a dizer! Que a doçura do que meu coração escreveu consiga alcançar o mais íntimo do seu ser. E que, a partir do momento que essas letras chegarem até você, você possa me sentir, sentir meu toque. Apenas com essas letras poderei tocar você?
Não há palavras suficientes. Não há palavras. Há apenas este nó na garganta por não saber do futuro, sendo você meu Presente.
Espero você, espero de você a vida que perdi, quando me arrancaram dos seus braços e nos conduziram a mortes cruéis na fogueira.
Tantos séculos que não o vejo, meu bem. Até quando?
E termino este lamento olhando para cima, com os olhos cheios de lágrimas, com um soluço estúpido na garganta, implorando a Deus que me devolva a minha outra metade. Minha oração rompe o céu e chegará ao Pai. Sou apenas parte do que poderia ser se você estivesse ao meu lado. Esperarei por você o tempo que for preciso, pela eternidade levarei meu amor por você.


Sempre sua, alma-metade

J.


ahhfalaserio
@
hotmail.

com

Moisés de Michelângelo

E quando sua matéria se desmaterializa
Sua divindade em corpo de homem se corporifica
E os anos-luz de distância que nos separam
pouco a pouco se aproximam.

É que tudo tudo mais que tudo
faz sentido
É que eu percebo
Na respiração que ofega ou no sangue que circula
que você está vivo.
E o pouco do que você diz
se confunde com o doce do seu sorriso.

Obnubilada que estou com seus dizeres
reflexivos
Já não penso. Já não percebo.
Já só sinto.

Eu poderia ter dito tantas coisas
Permaneço tendo você meu amigo.


1/3/2018.

Juliana Barreto
Mestra em Letras/Estudos Literários (Unimontes-MG).

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Olhar-te-ia por toda uma vida

Olhar-te-ia por toda uma vida 
E traria um pouco mais desta 
Sensação festiva 
De alongar o corpo por cima 
Enquanto vislumbraria a brancura da face tua 
Olhar eu iria 
Pela janela da lua a luz fina 
Entrando e saindo em movimentos retilíneos ou cíclicos 
Ou ainda 
Ouvindo o rouco da voz de calmaria. 
Olhar-te-ia por toda uma vida 
Sem pensar no acaso 
Todas as nossas vidas de novo eu viveria 
Só para te dar o que na outra eu já houvera esquecido
Esquecer a outra eu iria 
Para juntar os polos com tua camisa polo, na tua pele fria 
Aquecê-la-ia enquanto tu dormirias
Não há tempo que nos seja suficientemente longo 
De mais algumas centenas de anos eu precisaria
E, assim, ter-te-ia de novo 
Olhando-te dentro do olho 
Sentindo tua maresia. 


Jan/2018 Juliana Barreto. 

Certeza

É certeza que eu seria só sua 
Mas não vou dizer isso agora -
Amor que vale um pouco mais se demora!
E nem vou mandar aquele oi à noite -
Para provar tudo o que eu sinto tem hora. 
É certeza que eu não iria embora.
E, por mais que insistamos em dizer que não, 
Uma hora esse grito há de sair da garganta 
E é bom olhar no fundo dos seus olhos. 
É certeza e eu bem sei 
Mas não vou lhe tocar no rosto meu bem
Porque temo...
Tão perfeito que, ao tocá-lo
Se eu o quebrasse, não me perdoaria!
É certeza que eu ficaria 
E amaria e amaria -
Nada que você diga ou não diga 
Mudará o local exato 
Que você ocupa: 
o seu lugar de moradia!
Que começa dentro de mim e sai
Daí não sei mais onde termina. 


03/02/18 Juliana Barreto 

A Teoria de Tudo

Na nossa teoria de tudo
Eu te olharia por toda a vida 
Até te persuadir 
Que é neste caminho aqui 
Que você deve seguir. 
Tal quais ouroboros
Terminar teu ciclo
E começar o nosso 
Nessa nossa teoria de tudo
De que tudo são risos 
Gargalhadas cravadas a cinzel
Na perfeição das suas covas.
Assustar-me-ia com esses pequenos infartos momentâneos 
Justificados por nossa teoria 
A teoria de que tudo que fizemos até agora 
Sem justificativa, sem interesse, sem porquês...
(Que nada!)
Está tudo calcado, enraizado, eternizado nos nossos planos feitos outrora. 
A teoria de que tudo isso se justifica 
No nosso eterno agora. 


29/01/2018 Juliana Barreto. 

Ode à Imperatriz

Ode à Imperatriz 

Ah! Bendita a mãe que te pariu
Que te pôs no mundo eliminando 
O óbvio 
Tal qual artista plástica de dotes perfeitos deixando na arte
A sua obra-prima! 
Bendita!
Benditas as mãos que tocaram teu corpo ainda pequeno 
Que te conduziram ao bem 
E que te moldaram a ser quem tu és. 
Benditas as mulheres que provaram teu gosto e amaram teu corpo
Bendita! 
Bendita a mulher que fez de seu coração um local seguro e ali te colocou. 
Bendito o mar que roubou a cor dos teus olhos 
Só para me encher de dor. 
Bendita eu que sou tua sem que me tenhas permitido 
Bendita essa tua boca que beijo
Sem que tenhas percebido 
Bendito o sim que de ti ouço
No vácuo dos meus ouvidos. 
Bendita a cor da tua pele alva
Em contraste com os meus cabelos derramados em teu peito. 
Eu poder-te-ia dizer mil outras coisas, e a ti faria ainda mais!
Bendito o momento que rompeste o silêncio do vão de minhas pernas 
Para tornar-te inesquecível. 


30/1/2018. Juliana Barreto. 

Se eu pudesse

Se eu pudesse,
Registraria em foto esses seus olhos 
Posicionaria em frente a esse seu rosto perfeito
E eternizaria esse momento tão lindo de ver você. 
Se eu pudesse, não pararia mais de olhar 
Para essa sua forma única de conversar 
Para esses seus cabelos claros raros fartos 
Que atraem meus dedos para lhes fazer carinho. 
Se eu pudesse, moldaria seu sorriso!
Gravaria essas covas em pedra em mármore em madeira 
Em meu coração que o ama 
De todas as mais loucas maneiras. 
Se eu pudesse, não deixaria que os encontros terminassem em adeus. 
Não permitiria que terminassem!
Porque, se eu pudesse, olharia para você por toda a vida, 
Além da vida,
Construiria meus sonhos em cima do seu branco castelo. 
Endeusaria sua vida 
E aclamaria sua personalidade. 
Tal qual Deus dos deuses todos, 
Rezaria para você no altar
Rogaria para você me atender 
E cada um dos meus sonhos você mesmo realizar. 


Fev/2018. Juliana Barreto. 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A perfeição tem seu nome


#metade
Saudade é a palavra que se dá quando não se vê o Sol. E é assim que me lembro, fecho os olhos e bem vejo que naqueles dias eu ainda via o sol acima do Sol. Os raios daquele pousavam levemente nos ombros deste, enquanto meus olhos acompanhavam seus passos rumo àquele lugar de luto, onde visivelmente havia pranto e dor em forma de rugas. Já faz tanto tempo! E quase posso ainda ver o Sol brilhando em minha direção, único, unânime, autossuficientemente… lindo. Um rosto feito como uma pintura realista, em que cada traço representa uma história, cada uma das leves pinceladas forma um passo dado do passado ao presente dado. Mas, não. Não pintariam esse rosto porque não há tintas, nem artistas. A perfeição tem seu nome. O nome que vê no meu seu quase espelho. Ah o espelho! Narciso se esconderia de inveja e Eros perderia seu trono! Mas faz tanto tempo… Que eu quase vi meu Sol passear por entre as ruas da outra cidade. Era tanta a vontade de ver… Eu quase pari seu filho que aquela ostentou só para tentar ver naquele rosto o rosto de que tanto necessito! Ainda vivo. Ainda vivo? Não há calor sem Sol. Não há esplendor. Sol frio que me aquece indiferente independentemente do que sinto. Do que sente. Dor latente. Agora dor gritante. Se tivesse mais vinte anos, teria meu Presente?
Juliana Barreto
2013

Si


Se um dia esse dia chegasse
E se os olhos que disfarçavam
Olhassem 
E se a direção fosse a mesma e não outra 
E se tudo convergisse 
E se as pessoas não mais olhassem 
E, acaso olhassem, aprovassem 
E se aquilo que outrora bateu em meu peito 
Se repetisse 
Propagasse 
E ecoasse 
Um eco louco não pouco 

Bucólico


Bucólico.
Era assim, como um dia de manhã, de sol
E as nuvens brancas que bailavam pelo céu
Era assim, quando os amantes se viram
Olharam-se
Mas, oh
Eis que a visão se turva
E os amantes que tanto se olharam
Não mais se enxergavam
Triste sina a dos separados
Que, após o doce Sol
Provaram do amargo da saudade…
Seguir em frente?
Olhar para trás?
Onde estará aquele olhar?

Ele era poema


Ele era Poema
Está além do interdito,
não me diga que é proibido.
Não vai resolver.
Está além do que foi lido,
Nas loucas palavras indo e vindo
Tentando te explicar porquês.
Está além dos acasos
Da distância dos seus braços,
Só em você me reconhecer.
Está além da banalidade,
Da morte, da eternidade,
Tudo isso que chamo de Amor por você.
Não há mais lugares pra tanta saudade.
Não há mais, nem pra rancor

Universo paralelo


Então chegou e ficou 
Ah se eu tivesse sabido 
Naquele dia não teria ouvido 
Lástimas falsas e gemidos tolos 
Vindos do fingir sofrido 
Se eu tivesse entendido 
Que não havia se desfeito 
Ou que tudo caminhava prum óbvio veneno 
As solidões se encontraram na solidez 
De minha solitude 
Era só uma f®ase eu nem senti 
Mas não queria não podia ver doer em mim 
Acreditei no impassível do possível dia 

Living room


living room 
O  que  nos  separa… 
Entre  sol  e  chuva 
E  nuvem 
E  pele  clara 
Entre  o  que  corrói 
Ou  o  que  sara
 O  que? 
O que nos separa? 
Se  o  que  te  alcança  também  me  chama  pelo  nome 
Se  mesmo  tão  perto 
Basta  chegar  a  luz  do  dia  e…