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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A perfeição tem seu nome


#metade
Saudade é a palavra que se dá quando não se vê o Sol. E é assim que me lembro, fecho os olhos e bem vejo que naqueles dias eu ainda via o sol acima do Sol. Os raios daquele pousavam levemente nos ombros deste, enquanto meus olhos acompanhavam seus passos rumo àquele lugar de luto, onde visivelmente havia pranto e dor em forma de rugas. Já faz tanto tempo! E quase posso ainda ver o Sol brilhando em minha direção, único, unânime, autossuficientemente… lindo. Um rosto feito como uma pintura realista, em que cada traço representa uma história, cada uma das leves pinceladas forma um passo dado do passado ao presente dado. Mas, não. Não pintariam esse rosto porque não há tintas, nem artistas. A perfeição tem seu nome. O nome que vê no meu seu quase espelho. Ah o espelho! Narciso se esconderia de inveja e Eros perderia seu trono! Mas faz tanto tempo… Que eu quase vi meu Sol passear por entre as ruas da outra cidade. Era tanta a vontade de ver… Eu quase pari seu filho que aquela ostentou só para tentar ver naquele rosto o rosto de que tanto necessito! Ainda vivo. Ainda vivo? Não há calor sem Sol. Não há esplendor. Sol frio que me aquece indiferente independentemente do que sinto. Do que sente. Dor latente. Agora dor gritante. Se tivesse mais vinte anos, teria meu Presente?
Juliana Barreto
2013

Si


Se um dia esse dia chegasse
E se os olhos que disfarçavam
Olhassem 
E se a direção fosse a mesma e não outra 
E se tudo convergisse 
E se as pessoas não mais olhassem 
E, acaso olhassem, aprovassem 
E se aquilo que outrora bateu em meu peito 
Se repetisse 
Propagasse 
E ecoasse 
Um eco louco não pouco 

Bucólico


Bucólico.
Era assim, como um dia de manhã, de sol
E as nuvens brancas que bailavam pelo céu
Era assim, quando os amantes se viram
Olharam-se
Mas, oh
Eis que a visão se turva
E os amantes que tanto se olharam
Não mais se enxergavam
Triste sina a dos separados
Que, após o doce Sol
Provaram do amargo da saudade…
Seguir em frente?
Olhar para trás?
Onde estará aquele olhar?

Ele era poema


Ele era Poema
Está além do interdito,
não me diga que é proibido.
Não vai resolver.
Está além do que foi lido,
Nas loucas palavras indo e vindo
Tentando te explicar porquês.
Está além dos acasos
Da distância dos seus braços,
Só em você me reconhecer.
Está além da banalidade,
Da morte, da eternidade,
Tudo isso que chamo de Amor por você.
Não há mais lugares pra tanta saudade.
Não há mais, nem pra rancor

Universo paralelo


Então chegou e ficou 
Ah se eu tivesse sabido 
Naquele dia não teria ouvido 
Lástimas falsas e gemidos tolos 
Vindos do fingir sofrido 
Se eu tivesse entendido 
Que não havia se desfeito 
Ou que tudo caminhava prum óbvio veneno 
As solidões se encontraram na solidez 
De minha solitude 
Era só uma f®ase eu nem senti 
Mas não queria não podia ver doer em mim 
Acreditei no impassível do possível dia 

Living room


living room 
O  que  nos  separa… 
Entre  sol  e  chuva 
E  nuvem 
E  pele  clara 
Entre  o  que  corrói 
Ou  o  que  sara
 O  que? 
O que nos separa? 
Se  o  que  te  alcança  também  me  chama  pelo  nome 
Se  mesmo  tão  perto 
Basta  chegar  a  luz  do  dia  e… 

Abra-te, César!


Abra-te,  César! 
E  eu  me  abro  para  receber-te 
Com todo  o  calor  do  meu  corpo 
O que te  alucina 
É o meu ver-te. 
E  te  consolas 
Com meus  dedos  que  se  engelham 
És  o  consolo  para  o  meu  corpo 
Que,  mesmo  quando  te  escondo 
Sob a luz, vejo o teu gozo. 
E,  por  mais  que  queiras  escapar-te, 
Abro-me  abro-te 
Abrem-me  as  ideias  loucas. 
E  tu  te  me  tornas
 Com a  mágica  que  faz  abrir  todas  as  portas 
Das portas que levam a todos os nirvanas. 
Juliana Barreto 
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Ode a Baco


Ode a Baco 
A cada  gole  de  vinho 
O  gosto  de  cada  gota  da  sua  saliva 
Me vem à  mente 
E  me  faz  relembrar  os  planos  e  universos  que  nos  separaram 
Maldito  seja  aquele  que  me  agarrou  pelo  braço 
E  me separou  de  você 
Fazendo  você  ver  meu  desespero 
Ao  perdê-lo 
Me  fazendo  ver  de  longe  sua  passagem 
Mas  bendito  seja  Este  que  me  trouxe  ao  seu  mundo 
De  volta 
Pra  provar  dos  seus  lábios  de  vinho 
Chamá-lo  de  Baco 
E  me embebedar 
Amá-lo,  tê-lo,  prová-lo 
Sugá-lo 
E  endeusá-lo 
Como  meu  e  somente  meu Vinho. 

Juliana Barreto
Mesmo que faça chuva ou que faça amor,o que separa nossos mundos é o impossível.
Juliana Barreto

Manhã de domingo


Cheiro de chuva
E eu ainda estou ligada
No seu cheiro em minha blusa.
Juliana Barreto
Às vezes pergunto a mim mesma sem condições de me responder: O que aconteceu entre mim e o impossível que me deixou tão saudosa do não acontecido?
Juliana Barreto

Você-lírico


Se não é para ver com os olhos
Tem que ser para ver na mente
E aí eu viajo em você
Ao meu lado
Tudo muito muito assim
Meio vago.
Mas a felicidade que vejo
Em meu sorriso no espelho
É o que me motiva a acordar
Com os olhos fechados. 13/03/10
Juliana Barreto
Puro e claro como a água que escorre em meus dedos. 
Branco e limpo como a consciência de amor pudico que Carrego no peito. 
Esses seus cabelos escuros 
Fingidos de tímidos 
Caídos
Cairiam melhor sobre meus ombros. 
Essa sua boca rosada 
De risadas altas tolas 
Poucas loucas
Riria melhor se pronunciasse meu maldito nome. 
Não faz sentido se não houver você
Não faz sentido se não ouvir sua voz 
Não faz sentido se não vir seus olhos 
Não faz sentido se não tiver a ver você 
Comigo.
Juliana Barreto

Seduction


Aqui neste quarto escuro
Não te tiro da cabeça. 
Tua cabeça em riste 
Movimentando entre meus dois mundos.
Juliana Barreto

Going to


Eu não paro de olhar para a chuva Que cai Mas se eu observar bem É para você que estou olhando. E você vem chorando a gritar meu nome Eu queria mesmo que não tivesse acabado. Se eu olhar para as fotos Elas irão se movimentar, Voltar àquele tempo em que você podia me ver. É a minha tristeza que eu vejo em seus olhos. Mas nossos problemas não se resolvem com um simples doce beijo. Dia após dia, as coisas se complicam apenas para mim. E eu vejo você andando comigo por alguma praça, E as palavras de amor São as que saem de nossos olhos. Eu queria poder olhar para você. Mas a noite chega, as palavras somem E as imagens também. Eu queria que você ficasse, Mas você tem muito mais o que fazer.
Juliana Barreto
17/01/10
Mesmo sentindo que o amor que tenho por você está passando como as águas de um rio, que nunca mais são as mesmas, eu ainda sinto sua presença mesmo estando longe de você, como se meu coração me levasse até você. Nisso, as coisas continuam como sempre. É a minha alma que chama, porque preciso de você. E é o meu coração que o ama, enquanto minha mente me engana jurando que eu conseguiria viver sem você…

Juliana Barreto
Quando,  em  mim,  faltar  inspiração 
Pego  sua  boca  e  faço  Poesia 
Com cada  beijo  dado Que  ficou  no  passado Faço  rima  do  seu  tesão 
Com a minha utopia.
— Juliana Barreto
Para aprender a amar
São necessárias duas coisas:
Ter olhos
E saber chorar…

Juliana Barreto
Assim que o dia surgir,
Eu te prometo,
Eu estarei a te esperar.
Esperarei até a noite chegar,
Até o próximo dia surgir.
Assim que tu me disseres
Aquilo que tanto espero
Ouvir de ti.

Juliana Barreto

Mise-en-abime


Pare para refletir, se conseguir pensar: Se ficou para trás o que nos juntou, Permanece intacto o que ainda nos une. Quanto mais insano, mais desafiador. Porém, confesso: Eu não queria estar nesta não assim, de pés e mãos atados Com um nó na garganta que me sufoca Debatendo-me louca e desesperadamente para não morrer afogada. E quanto mais me movimento para cima, mais fortemente sou sugada para baixo Caindo lentamente Deslizando minhas mãos por este abismo que se chama Loucura. Mas cá estou e não há nada a fazer e só Entrego-me e me rendo, enfim, e ponto 25/08/2009
Juliana Barreto