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domingo, 10 de setembro de 2017

Going to

Going  to
 Eu  não  paro  de  olhar  para  a  chuva
Que  cai
Mas  se  eu  observar  bem
É  para  você  que  estou  olhando.
E  você  vem chorando  a  gritar  meu  nome
Eu  queria  mesmo  que  não  tivesse  acabado.
Se  eu  olhar  para  as  fotos
Elas  irão  se  movimentar,
Voltar  àquele  tempo  em  que  você  podia  me  ver.
 É  a minha  tristeza  que  eu  vejo  em  seus  olhos.
 Mas  nossos  problemas  não  se  resolvem  com  um  simples  doce  beijo.
 Dia  após  dia,  as  coisas  se  complicam  apenas  para  mim.
E  eu  vejo  você  andando  comigo  por  alguma  praça,
E  as  palavras  de  amor São  as  que  saem  de  nossos  olhos.
Eu  queria  poder  olhar  para  você. Mas  a  noite  chega,  as  palavras  somem
E  as  imagens  também. Eu  queria  que  você  ficasse,
Mas  você  tem  muito  mais  o  que  fazer.  17/01/10
Juliana Barreto

Você-lírico

Você-lírico

Se  não  é  para  ver  com os  olhos
Tem que  ser  para  ver  na  mente
E  aí  eu  viajo  em  você
Ao  meu  lado
Tudo  muito  muito  assim
 Meio  vago.
Mas  a  felicidade  que  vejo
Em meu  sorriso  no  espelho
 É  o  que me  motiva  a  acordar
Com os  olhos  fechados.

Juliana Barreto
13/03/10

sábado, 9 de setembro de 2017

Mise-en-abime

Mise-en-abime

Pare  para  refletir,  se  conseguir  pensar: Se  ficou  para  trás  o  que  nos  juntou, Permanece  intacto  o  que  ainda  nos  une. Quanto  mais  insano,  mais  desafiador. Porém,  confesso: Eu  não  queria  estar  nesta não  assim,  de  pés  e  mãos  atados Com um nó  na garganta  que  me  sufoca Debatendo-me  louca  e  desesperadamente para  não  morrer  afogada. E  quanto  mais  me  movimento  para  cima, mais  fortemente  sou  sugada  para  baixo Caindo  lentamente Deslizando  minhas  mãos  por  este  abismo que  se  chama  Loucura. Mas  cá  estou  e  não  há  nada  a  fazer  e  só Entrego-me  e  me  rendo,  enfim,  e  ponto 25/08/2009

Amo e não tenho a ambos

Amo  (e  não  tenho)  a  ambos Rasgue  meu  peito  e  você  irá  ver Um coração  dividido Dolorido Bipartido  entre  o  improvável  e  o  impossível. Dois  amores  coloridos Diferentes  escadas  que  levam  ao  infinito É  como  querer  propositalmente  precipitar-me  num  abismo É  ingenuamente  abraçar  meu  inimigo. Abra  seu  coração  e  você  irá  ver Como  estou  lá  dentro  esperando  por  você Mesmo  depois  de  todas  as  inconstâncias Mesmo  abandonada  por  quaisquer  esperanças Mesmo  não  conseguindo  esquecer  nenhuma  de  nossas  lembranças. Olhe  para  dentro  de  você  e  tente  enxergar Como  tudo  o  que  eu  fiz  foi  para  te  agradar O  tanto  que  eu  lutei  para  não  deixar  de  te  amar Como  é  só  te  ver  para  deixar-me  embriagar  no  seu  olhar. Olhe  para  nós  e  perceba O  quanto  é  difícil  aceitar  a  realidade Seja  por  causa  de  um  amor  improvável  devido  à  falta  de  equidade Seja  por  um  amor  impossível  que  não  consegue  romper  o  significante  detalhe De  uma  determinada  adversidade. Sinto-me  presa  por  vontade Ao  embalo  de  duas  diferentes  canções,  mas Dançadas  no  mesmo  compasso Procurando  amar  sempre,  mesmo  que  inutilmente Deixando  tanto  a  vida  quanto  a  morte  entrarem  pelo  meu  nariz Deixando-me  embriagar  pela  incerteza  de  ser  feliz Caindo  e  levantando  repetidamente  mil  vezes Na  improvável  e  impossível  esperança  de  um  dia  te  conseguir. Amo  (e  não  tenho)  a  ambos E  isso  não  dá  para  digerir... (Juliana  Barreto) 20/08/2009

O Sol tem seu jeito

Puro e claro como a água que escorre em meus dedos. 
Branco e limpo como a consciência de amor pudico que Carrego no peito. 
Esses seus cabelos escuros 
Fingidos de tímidos 
Caídos
Cairiam melhor sobre meus ombros. 
Essa sua boca rosada 
De risadas altas tolas 
Poucas loucas
Riria melhor se pronunciasse meu maldito nome. 
Não faz sentido se não houver você
Não faz sentido se não ouvir sua voz 
Não faz sentido se não vir seus olhos 
Não faz sentido se não tiver a ver você 

Comigo. 


Juliana Barreto. 
Set/2017. 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

A perfeição tem seu Nome

#metade
Saudade é a palavra que se dá quando não se vê o Sol. E é assim que me lembro, fecho os olhos e bem vejo que naqueles dias eu ainda via o sol acima do Sol. Os raios daquele pousavam levemente nos ombros deste, enquanto meus olhos acompanhavam seus passos rumo àquele lugar de luto, onde visivelmente havia pranto e dor em forma de rugas. Já faz tanto tempo! E quase posso ainda ver o Sol brilhando em minha direção, único, unânime, autossuficientemente... lindo. Um rosto feito como uma pintura realista, em que cada traço representa uma história, cada uma das leves pinceladas forma um passo dado do passado ao presente dado. Mas, não. Não pintariam esse rosto porque não há tintas, nem artistas. A perfeição tem seu nome. O nome que vê no meu seu quase espelho. Ah o espelho! Narciso se esconderia de inveja e Eros perderia seu trono! Mas faz tanto tempo... Que eu quase vi meu Sol passear por entre as ruas da outra cidade. Era tanta a vontade de ver... Eu quase pari seu filho que aquela ostentou só para tentar ver naquele rosto o rosto de que tanto necessito! Ainda vivo. Ainda vivo? Não há calor sem Sol. Não há esplendor. Sol frio que me aquece indiferente independentemente do que sinto. Do que sente. Dor latente. Agora dor gritante. Se tivesse mais vinte anos, teria meu Presente?

Juliana Barreto
2013

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Ele era Poema

Ele era Poema

Está além do interdito,
não me diga que é proibido.
Não vai resolver.
Está além do que foi lido,
Nas loucas palavras indo e vindo
Tentando te explicar porquês.
Está além dos acasos
Da distância dos seus braços,
Só em você me reconhecer.
Está além da banalidade,
Da morte, da eternidade,
Tudo isso que chamo de Amor por você.

Não há mais lugares pra tanta saudade.
Não há mais, nem pra rancor
Nem pra vaidades.
Só há o infinito vão entre nossos mares.
Se fosse pra falar do que é seu
Dizer meu nome, falar do meu corpo
De toda a minha vida que Deus te deu...

Mas é pranto, meu caro, e, no entanto,
Pouco ou nada ouço dos seus passos.
Apenas levo a saudade
Misturada com toda essa vontade
De trazer de volta o que você nunca me deu.
(Juliana Barreto - 2013).

sábado, 12 de agosto de 2017

Bucólico

Bucólico.

Era assim, como um dia de manhã, de sol
E as nuvens brancas que bailavam pelo céu
Era assim, quando os amantes se viram
Olharam-se
Mas, oh
Eis que a visão se turva
E os amantes que tanto se olharam
Não mais se enxergavam
Triste sina a dos separados
Que, após o doce Sol
Provaram do amargo da saudade...
Seguir em frente?
Olhar para trás?
Onde estará aquele olhar?
Se um pouco de tudo se esvaece
Por detrás dos morros que sussurram e choram
As lágrimas verdadeiras não vistas
Ignoradas como águas que se derramam
Gota a Gota
Era para ser um sonho
Mas eles acordaram
Vivem agora, sobrevivem
Sabe-se lá... até quando?
(por: Juliana Barreto). 2013.

domingo, 6 de agosto de 2017

Si




Si
Se um dia esse dia chegasse
E se os olhos que disfarçavam
Olhassem 
E se a direção fosse a mesma e não outra 
E se tudo convergisse 
E se as pessoas não mais olhassem 
E, acaso olhassem, aprovassem 
E se aquilo que outrora bateu em meu peito 
Se repetisse 
Propagasse 
E ecoasse 
Um eco louco não pouco 
Naquele gelo que você chamava de coração 
Ah se esse dia um dia houvesse
Se eu houvesse de lhe entregar 
Mais uma vez e muito 
O que um dia eu chamei de amor!
E se você visse 
Se você ouvisse 
Se você quisesse 
Se eu quisesse arriscar 
E sempre arrisco 
Se tudo não passasse um dia
De uma amarga lembrança 
Se não tivesse sido 
Se houvesse cabido 
Se não fosse um som tão rouco
E se eu não chorasse 
Tanto
Se olhar para o além não causasse tanto pranto 
Se eu ainda fosse capaz 
De amar 
Como um dia amava 
Como outrora sonhava 
Como dantes sentia
E se esse dia um dia acontecesse aqui assim 
Desse jeito
Com esse efeito 
Devastador assustador 
De causar medo
Ah! Que bom seria!
Imaginá-lo não mais ia!
Senti-lo-ia
Na pele na alma 
No coração 
No Todo
Que sou eu e que sou você quando estamos juntos. 
Se um dia esse dia chegasse 
E se sonho não mais fosse 
Mas vontade ainda houvesse 
Ah
Que bom que não fosse 
Só vontade
Que bom se desse!


Juliana Barreto
Pirapora, 06/08/2017 



sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Esperar mais que o possível, querer mais que o provável, ter menos que o merecido, sofrer mais que o necessário......................
Que após a mágica desvendada, após o cálice derramado,após a dúvida respondida,após a festa de boas-vindas...ainda haja o que ser comemorado E que mais do que poucas palavras,haja ações,mesmo que impróprias,mesmo q anônimas,mesmo q ocultas pelo sono da noite q traz boas lembranças
O pouco provável é saber viver o mínimo após ter saboreado o máximo;fingir não sentir após ter vivido o sentimento;ser amigo após saber amar E talvez conseguir deixar que uma onda me leve bem leve ao fundo do mar e me traga de volta rumo à beira da realidade!!! Passar a chorar sem lágrimas e sem motivos,deixar para trás o ruim e o mal vivido, fazer do que resta algo que tenha sentido.
Se olhar em meu coração verá o sangue que ainda me resta; se olhar em meus olhos verá a imagem que ainda me testa; se mergulhar em minha boca.... ouvirá a mais pura verdade que não se contesta...........te amo!

A dúvida que corrói está entre o lutar inutilmente e a mesmice de aceitar silenciosamente.... o nada.
A falta q sinto é de ar; o tédio q sinto é o caos;o aperto q sinto é o da extrema liberdade;a solidão q sinto é a mesma q entrelaça a morte.

Encontro-me às escuras com as vestes do passado, vestindo-me de trevas; Após ter perdido seus olhos castanhos de luz, nada me resta.
Se as máscaras caem, o que se pode ver chama-se dor, pelo abismo entre a realidade e o sonho, entre o querer e o não estar aqui
Amizade.Anjo.Amor.Expectativa.Eclipse.Fim.Palavras,apenas palavras.Onde estão os asteriscos e as reticências?Perderam-se no vento, perderam-se no tempo.

Deixa o gelo pro frio,deixa o frio pras serras... e me aquece, vai, com o desejo louco que um dia você ousou chamar de Amor!!!!

Fui eu

Fui eu
Fui eu que, por algum motivo, olhei-te
Por vários motivos, desejei-te
Que caí aos teus pés, rendi-me
A teus encantos,
Sofri e me afoguei em intermináveis prantos.
Fui eu que te supliquei amor.
Fui eu que tentei sentir teu calor,
Mas nada de ti consegui.
Fui eu que deixei de ser eu mesma,
Fui o que eu achava ser suficiente para ti,
Mas nada é o bastante para tanta beleza!
Fui eu que te amei e te carreguei
Até o fim dos dias meus...
Fui eu!
O amor é supérfluo e só desejável
Para os insanos.
Se tens capacidade de pensar, não amas.
O amor é um mal,
Se necessitas desse amor, lavo as minhas mãos.
Só se procura algo assim
Se não tiver mais nada
Que possa compensar.
Se sabes negar,
Terás uma chance de dizer ‘não’.
Mas se fores maleável,
Tu te entregarás ao amor
E só terás um fim:
Dor.
O amor é supérfluo,
É um mal necessário
E só desejável
Aos românticos.

Não precisa agir assim,
Saiba: eu te amo.
Não passa do meu lado
Se não for pra eu te ter.
Você sabe que meu coração não aguenta mais...
Eu descobri um sentimento
Que poucos sabem sentir.
E foi você quem me mostrou
Essa forma tão nova de...
Enlouquecer!
Eu quero fazer parte
Do que está dentro do seu coração.
Você não precisa dizer nada,
Só lembra que eu te amo
E me beije agora
Porque até o amor se cansa...